| Foto: 17/1/2012 |
Era a penúltima árvore do quarteirão. Imponente, sua copa dava sombra nos dias de calor a quase toda quadra, além de beleza para os olhos e abrigo para os pássaros. Caiu. Provavelmente com o tronco podre, não aguentou a chuva do dia 17. Enfrentou tantas outras e essa foi o estopim. O pior é que tombou em cima do moderno prédio que faz esquina entre a Avenida Paulista e a rua Teixeira da Silva, no Paraíso, região central de São Paulo. Seus galhos robustos invadiram uma porção de janelas espelhadas. Será que machucou alguém? No mínimo devem ter dado um baita susto. A rua foi interditada. Bombeiros e a Companhia de Engenharia de Tráfego foram acionados. Engraçado. Todo ano é a mesma coisa. Chove, chove, chove. E as prevenções nos meses de seca não acontecem. Abandonadas - fenômeno similar ao que acontece às áreas vulneráveis a enchentes -, as árvores vão vivendo até o limite do tombo. As manutenções, irregulares, pouco se preocupam com a sobrevida do verde. Morreu, morreu. Só esta rua perdeu meia dúzia de grandes árvores nos últimos seis meses. Está ficando cinza, assim como o restante da região. Para onde vão as verbas compensatórias dos grandes empreendimentos, que são destinadas aos bairros que as abrigam? Por que a negligência com bens que são tão importantes no nosso cotidiano? O passarinho que lá cantava foi cantar em outro lugar.
Grande Eit e seu blog. Tomarei vergonha na cara e voltarei como fazia antes. Em tempo... Bela reflexão. Gostei dessa frase: "as árvores vão vivendo até o limite do tombo".
ResponderExcluirAbraços